quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Outro dia, mais buscas....


A busca continua. No terceiro dia da expedição decidimos voltar ao rio Formoso para ver se conseguiamos mergulhar com as mesmas sucuris do dia anterior. Desta vez nao tinhamos o apoio da policia ambiental e tivemos que remar rio abaixo em um bote de rafting. Apesar do esforço o fizemos o trajeto mais rapido, pois era mais facil atravesar as corredeiras, e nao tinhamos o barulho do motor.





Encontramos as mesmas sucuris e mais uma vez elas escaparam. Terminamos a descida um pouco frustados mas ja partimos para outro lugar, a ilha bonita. Ali nossa sorte mudou... um pouquinho. Encontramos uma sururizinha de quase 1 metro, um filhote. Nao era nada proximo do que queriamos achar mas este pequeno exemplar nos proporcionou otimas chances para filmar e fotografar.




Agora precisavamos encontrar a mãe dela. Partiamos para o rio Sucuri, onde fizemos outra fltuação sem muito sucesso.




Decidimos então, encarar um noturno no Aquario natural e apesar de encontrar peixes bem exoticos como piranhas, tuviras e até um Tamanduá-mirim caminho de volta, não encontramos nenhuma sucuri.





Chegamos perto, ja encontramos um filhote...agora o jeito é encarar a aventura de descer o banhado do formoso, um local de dificil acesso, mas com grandes chances de encontrar a maior cobra do mundo.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Rio Formoso - Quase!


Segundo dia de expedição e hoje decidimos descer 33 km do rio Formoso com a ajuda da Policia Ambiental. Mais uma vez separamos as equipes para cobrir uma area maior. Eu e o Lawrence ficamos com a primeira metade, comecando onde os rios formoso e mimoso se encontram e Amos e Daniel com a segunda metade, navegando até o encontro com o rio Miranda.






Descer este rio foi uma aventura, Muita mata, pequenas corredeiras, Macacos pregos, quatis, muitos passaros e quase nenhum sinal de civilização. Tudo indicava que hoje era o dia!!!
A Agua estava clara e conseguiamos identificar os peixes da superficie. Piraputangas, pacus, curimbatas, dourados, arraias de agua doce…tinha de tudo so nao tinha sucuri.
Proximo a uma corredeira o Lawrence gritou…olha lá uma sucuri gigante! O bicho era grande mesmo e devia medir uns 7 metros. Esatava deitado em um tronco tomando o seu sol. Nos apressamos para cair na agua mais o animal foi mais rapido, assim que a cobra percebeu nossa presença, se escondeu em uma toca, embaixo da galhada. Caimos na agua e procuramos por um tempo, só que sem sucesso. Ela se escondeu mesmo. 1 a 0 pra sucuri.





Voltamos pro barco e continuamos descendo e derrepente o guarda ambiental nos mostra outra sucuri, tambem deitada tomando sol. Esta era um pouco menor, devia ter uns 4, 5 metros. Fizemos mais silencio, nos aproximamos devagar mais foi so chegar perto e vupt a cobra se escondeu de novo. Mais um baile, 2 a 0 pra sucuri. Descidimos descer um pouco pela agua, esperando encontrar uma embaixo dagua. Enquanto procurava pela sucuri ia apreciando a rica fauna do rio formoso. Cascudos, caragueijos, arraias entre outros surgiam com frequencia no meu caminho. A paisagem era bem interessante, composta por pedras, galhos de arvores, troncos e algumas plantas. A profundidade variava muito passando de 6 metros a 50 cm em um piscar de olhos.





Apos algum tempo na agua sem encontrar o bicho resolvemos voltar ao barco. Ja devia ser umas 4 da tarde e a luz ja estava diminuindo rapido. Tinhamos pouco tempo para encontrar o bicho e pouco antes da chegada avistamos a terceira sucuri do dia. Esta era de outra especie, uma sucuri- verde (Eunectes murinus).
A Sucuri amarela (Eunectes notaeus)é menor, chegando a 6 metros, e é endemica da zona do Pantanal. Ja a verde, maior (chegando até 10 metros), ocorre em áreas alagadas da região do cerrado e da amazônia, sendo que, neste último bioma, costumam alcançar tamanhos maiores.
Nao deu nem tempo de virar o barco e ela ja estava se movimentando…entrando na agua. So que nao em nossa direcao e sim pra dentro de sua toca. Assim fica dificil…todas se esconder…3 a 0 para elas! Vamos ter de mudar de tatica na proxima.







So que o dia estava acabando e ja nao tinhamos quase nada de luz. Chegamos ao final da nossa segunda jornada e ate agora nada de mergulho com a sucuri. A busca continua....

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Bonito - Em Busca da Sucuri


Aqui estou eu..novamente em busca de grandes emoções...e grandes animais. Desta vez partimos pra Bonito, no Mato Grosso do sul, com a missao de encontrar, filmar e mergulhar com a maior sepernte do mundo, a Sucuri.
A sucurí (Eunectes sp.) (Tambem conhecida como anaconda) pode atingir até 12 metros de comprimento. Possui um habito semi-aquatico, vivendo boa parte do seu tempo na água. E é neste meio que a estavamos procurando. Como disse um dos nossos objetivos é mergulhar com a sucuri, e é claro, filma-la embaixo d'água. Só que encontrar um animal desses na natureza não é fácil. Em baixo d'água então, muuuito mais dificil. Além de um ótimo planejamento, suporte de pessoal local, muito tempo nos rios da regiao, equipamento certo, coragem e muita disposição...vamos precisar de um pouco de sorte!
Nessa empreitada maluca estou eu, Lawrence Wahba, o premiado fotógrafo israelense Amos Nachoum(www.biganimals.com), que veio ao Brasil com o objetivo de fotografar a sucuri em baixo d'água, e seu guia Daniel de Granville. Enquanto Amos e Daniel seguiram para o banhado do rio formojo, um brejo cheio de capim navalha, Lawrence e eu comecamos nossa busca descendo o Rio da Prata. Nosso guia era o Juca, proprietario da Ygarapé Tour (www.ygarapé.com.br), uma das mais antigas agencias de ecoturismo de Bonito.
Descemos o rio de barco, olhando atentamente para a sua margem. A Sucuri é um animal de sangue-frio, ou seja, não produzem calor com as próprias células, portanto a temperatura do seu corpo varia com o ambiente. Possuem um metabolismo lento e inconstante e precisam ficar parados no sol até se aquecerem. Resumindo, esparavamos encontrar uma tomando seu sol na margem do rio. Olhos atentos, muito silencio e nada.



Derrepente o Juca avistou algumas bolhas na agua e avisou que aquilo não era peixe não. Chegamos mais perto mais não era uma sucuri, e sim um jacaré de coroa (Paleosuchus palpebrosus
). Este é o menor dos crocodilianos, com 1,45 a 1,70 m de comprimento e prefere águas limpas e claras. Caímos para filmar e passamos um bom tempo com o bicho. que nos deu um certo trabalho. Esta era uma experiêncis totalmente nova pois nunca havia mergulhado com jacarés. Terminamos a sessao por achar que o bicho podia estar ficando estressado com a nossa presença e com certeza não iriamos gostar de ter um animal com uma mandibula do tamanho da minha cabeca encomodado com a nossa presenca. Continuamos entao a busca pela sucuri. Passamos o dia todo no rio e nada da cobra. Ééé, pelo jeito não vai ser facil mesmo... A noite caiu e tinhamos que descansar, pois amanha continuamos em busca da sucuri.