terça-feira, 28 de agosto de 2007

Holbox - Parte final


Hoje nao aguentei. Ao ver o sol nascendo levantei e fui fotografar. Fiquei pouco tempo, pois os mosquitos comecaram a me comer. Voltei para cama, dormi mais um poquinho e logo levantei para pegar minha tralha e ir ao pier. Quem pensa que esta vida é só moleza esta muito enganado. Vale a pena lembrar que este projeto conta com só um diretor, 1 produtor, 1 cinegrafista seco, 1 cinegrafista sub, 1 roteirista, 1 fotografo, 1 tecnico de som e 1 carregador, ou sherpa. Ah e tambem que todos eles sao a mesma pessoa, Eu. Muito trabalho para uma só pessoa. O que importa é que quando amamos o que fazemos o trabalho passa a ser muito prazeiroso, independente do esforco e das dificuldades comuns a qualquer profissao. Acredito que alguem só pode ter ser sucesso se faz o que gosta...ou aprende a gostar do que faz. Marvin é um exemplo de amor pela profissao..vcs ja vao entender.
Cheguei um pouco suado ao pier e marvin ja estava lá, como sempre..fez uma piada. Daí partiriamos mais uma vez para ver os grandes tubaroes baleia. Como o pier estava cheio, e tb precisava arrecadar algum dinheiro para continuar a viagem, Marvin me deixou organizar a operacao de hoje. No primeiro dia consegui vender um cd com as fotos dos turistas. Hj, tive que fazer tudo. Bom, consegui 4 turistas ao preco de 80 US cada um. Durante a viagem eu fiz o briefing e depois passei todos para Marvin, pois este se encarregava da diversao. Marvin é o tipo de pessoa faladora, sempre alegre e muito divertida. Todos turistas ficam encantados. Adora fazer o que faz e dizem com orgulho a todos: "Ustedes mi pagam para que yo haga lo que mas me gusta". Logo no comeco, o tradiconal encontro com os golfinhos. Marvin me pergunta: sente el olor? (sente o cheiro?) e eu resondi, claro...estou sentindo! Sabia que era uma piada. Ele sempre faz isso quando chega perto de golfinhos. Diz aos turistas que consegue sentir o cheiro deles qdo estao por perto. Aí comeca a assoviar, para atraí-los. O pior, ou melhor, é que consegue!
Partimos para os tubaroes baleia. Todos os operadores estavam tensos pois no dia anterior so haviam avistados um e por mais que o bicho seja grande, ele fica pequeno quando rodeado por 6 lanchas. Continuamos a viagem com aquele clima de suspense. O radio seguia quieto.
Apos uns 30 minutos avuistamos um pequeno "Tiburón ballena". Devia ter uns 7 metros e estava aí "solito". Em poucos instantes haviam 5 lanchas no lugar. Colocamos os turistas na agua e eu me atirei para fazer umas imagens. Precisavamos nos garantir com pelo menos este filhote. Aqui quando nao ha avistagem os donos das lanchas devolvem o dinheiro ao turista. Hoje nao podiam correr o risco de ter novamente este prejuizo. Apos cada cliente fazer o seu mergulho, e eu filmar é claro, partimos para outra area.
Marvin estava seguro que podia encontrar mais tubaroes. Nos afastamos um pouco, ele pegou o seu binoculo e comecou a procurar pelos bichanos. derrepente gritou!!! TIBURON!!!! HAY COMO 5 O 7...Y HAY MANTAS TAMBIEN!!! Corremos ao punto e realmente o lugar estava cheio deles. Em um gesto de companherismo avisou todas as outras lanchas, mas aqui havia tubarao pra todo mundo. Poucas vieram e ficamos ali rodeados por eles. De repente uma manta de mais ou menos 3 metros de largura salta na nossa frente...2 vezes. Fomos atras dela e consegui me atirar a agua para filma-la. O bicho era gigante!!!!Ele ficou um tempo brincando comigo e depois se afastou. Voltamos aos tubaroes onde pude cair varias vezes para filma-los. Filmei eles se aliemntando com a boca aberta, nadando em duplas, trios. Fotografei. Fiz de tudo!!! Fiz um bom exercicio fisico tambem. Quem ja mergulhou com tubaroes baleia sabe que é preciso nadar muito rapido para acompanha-los. Se nao fosse a excelente propulsao gerada pela minha nova nanadeira Fusion da Sea Sub, nao teria feito metade das imagens. Voltamos para Holbox felizes da vida. No caminho de volta fui manejando e pude recordar meus velhos tempo como capitao de barco e Shark feeder em Nassau, bahamas. Todos no barco adoraram e no final compraram tambem o CD com as fotos...hehehe...servico completo! Ate agora tinha gastado 100 dolares dos 650 que consegui trazer. Em HolBox ganhei 160...ou eja, recapitalizei e ainda sai com um lucrinho. hehe...bom, isso nao é o mais importante. O que vale foi a aventura e as novas amizades que fiz aqui. Tenho certeza que voltarei a este lugar...realmente tudo aqui me encantou!

Fechei esta fase da viagem com chave de ouro!

Fui almocar com Marvin e logo depois iria partir. Antes passei aqui no internet cafe para escrever pra voces. Me despido aqui de Holbox. Fica na memoria a alegria e hospitalidade do povo da ilha. tive bons momentos com estes novos amigos. Agradeco do fundo do coracao a marvin e a sua mulher Selene por ter me acolhido em sua casa e por todo o resto. Quem vier a Holbox pode procurar mais informacoes no site www.cancundiseno.com/marvintours ou diretamente no www.marvintours.com.
Adios e muchas gracias...la viaje continua!














OBS
Ainda nao obtive nenhuma resposta de Xkalak ou Majahual, meu proximo destino. Talvez tenha que mudar os planos. De qualquer forma vou para Tulum e la decido!! Na pior das hipoteses fico por ali para fazer mergulhos nas cavernas de Akumal. A incerteza faz parte da aventura.

Continua....

Holbox - 27/08/2007

Bueno...ontem corri para ver o por do sol.
E aqui estao as fotos.




Nao preciso nem comentar, nao e?
Logo apos o sol se por aparece a lua. E assim acabou o dia em Holbox.


Logo pela manha saimos em busca de mais tubaroes baleia. Como de costume encontramos um grupo de golfinhos a poucos minutos do pier. Eles estavam se acasalando. Como o ser humano, os golfinhos fazer sexo por prazer tambem, nao apenas para fins reprodutorios. Cai na agua para tentar filmar umas imagens mas eles nao foram muito amigaveis. Afinal eu estava atrapalhando alguma coisa. Um se aproximou e saiu tao rapido que nao deu nem tempo de apertar o botao de gravar. Fiquei apenas escutando os seus sons caracteristicos. Seguimos viagem em busca dos tubaroes. Marvin havia me prometido 200 e eu queria ver todos eles. Infelizmente vimos apenas um, e este estava cercado pro 5 barcos de turismo. resolvemosdeixa-lo ai e seguir viagem para tentar encontrar outros tubaroes mas deste vez nao tivemos a mesma sorte. A agua estava muito turva e os animais resolveram tirar o dia de folga. rodamos por todos os lados e ninguem avistou nada. Bom...aproveitamos para costear a bela costa desta remota regiao.
Passamos pro um bel farol no extremo da peninsula de yucatan e nos aproximamos de uma colonia de pelicanos. Fizemos umas imagens e saimos dai pois o aroma de guano nao estava nada agradavel.
Pouca sorte no mar resolvi aproveitar e curtir um pouco a ilha. Marvin conseguiu um carrinho de golf com um amigo e fui explorar os confins da ilha. Este é o transporte tipico de holbox. Nao ha carros na rua, apenas motos e carros de golf. inclusive os taxis sao assim.

Fui ate oextremo oeste da ilha onde encontrei uma bela praia deserta. Escutava apenas o barulho das ondas e o canto de alguns passaros. Senti uma profunda sensacao de paz e tranquilidade. Tambem bateu uma saudadezinha da namorada...que gostaria que estivesse agora para compartilhar esta sentimento...

Voltei e fui para o outro lado da ilha. Um lugar mais movimentado com varios hoteis a beira amr. A maioria deles sao bem rusticos e com preco bem acessivel. Encontrei um hotel que foi devastado pelo furacao wilma, em 2005. desde entao o dono nao conseguiu reconstruir por falta de verba. Esta toda estrutura ai, deixada ao relento. quem quiser mudar de vida esta e um otima oportunidade. So é preciso fazer uma bela reforma na estrutura que esta aí.

Depois fui ver mais um por do sol, comi uma pizza de lagosat e aqui estou..escrevendo para vcs.

Meus planos eram deixar a ilha hoje e partir para Majahual, no sul de Quintana Roo. Infelizmente o furacao Dean acertou de cheio a cidade e as autoridades declararam "perda total". Tentei contato com o hotel e operadora que ja havia feito contato mais ainda nao obtive resposta. dizem que tudo foi destruido mesmo e que nao ha nem energia eletrica. Bom, como nao tivemos sorte com os "dominos", uma especie de apelido que o pessoal daqui deu aos tubaroes baleia, e nao queria arrisacar uma viagem de 400 km e nao conseguir mergulhar, resovi ficar em holbox para fazer mais uma saida em busca dos grandes tubaroes baleia. Se tudo der certo amanha entro em contato com Majahual e decido o meu proximo passo.

FOTOS DO DIA:















Continua...

domingo, 26 de agosto de 2007

HOLBOX - 26/08/2007



HOLBOX, se pronuncia Holbochi, é uma ilha 170 km de Cancun e até hoje mantem o clima rústico e calmo de uma vila de pescadores. É necessario pegar um barco em Chiquilá para chegar até a ilha. A vida na ilha é simples. Sua população sobrevive da pesca e do mergulho com tubaroes baleia. O meio de transporte local são os carros de golfe e motocicletas. Os poucos turistas que circulam pelas areias da praia vêem ao local para fazer mergulhos e avistar o tubarão baleia, golfinhos e as raias jamanta. É difícil acreditar que este lugar, tão perto do badalado complexo turistico de Cancun, seja tao tranquilo. Quem procura contato íntimo com a natureza e um pouco de descanso da agitada vida moderna, com certeza vai encontrar em Holbox.

Acodei com um nascer do sol incrivel. Ao abrir os olhos fiquei impressionado com a imagem que via. Pulei da cama e tirei umas fotos.

Logo pela manha o Marvin me levou para uma saida com os tubaroes baleia. Muito do turismo em Holbox esta envolvido com este belo animal e quem começou com esta atividade foi o prrio Marvin, ha mais de 6 anos. Hj e possivel ter mais de 50 barcos realizando este passeio na alta temporada, que vai do final de julho ao começo de agosto.

O tubarao baleia, Rhincodon typus, é o maior peixe do mundo, chegando a medir 18 metros e a pesar 12 toneladas. Os tubarões-baleia alimentam-se principalmente de plâncton, embora também comam regularmente cardumes de pequenos peixes e lulas. Eles habitam os oceanos tropicais e de água quente. Mesmo sendo pelágico, agrega-se, de forma sazonal, para alimentar-se em várias costas, como o recife de Ningaloo na Austrália e aqui, em HOLBOX.

Saimos em uma pequena lancha com mais 8 pessoas. Escolhemos fazer o típico passeio de turista hoje para que eu possa conhecer a operaçao. Amanha vamos sair so para filmar o animal. Após 20 minutos de barco avistamos um grupo de golfinhos que fizeram um show a parte. Durante o caminho o Marvin deu um briefing sobre a operaçao e tambem uma aula de biologia sobre o animal. Todos no barco olhavam com admiracao. Mais um pouco e chegamos ao territorio dos tubaroes baleia.

O tubarão-baleia é uma espécie solitária e raramente é vista em grupos, exceto em locais com alimentação abuntante, como este. havia cardumes de sardinha por todo lado e a agua era abundante em plancton. Logo de inicio um bichao veio passear bem na frente do barco. Aproveitei para filmar esta cena que nao é muito comum em outros lugares.
Pouco a pouco foram surgindo outros e quando tentamos contar percebemos que estavamos rodeados por mais de 30 tubaroes baleia.

De 3 em tres iamos caindo na agua.
Estar ao lado de um animal destes é realmente uma sensaçao incrivel. Todos voltavam com um sorriso de orelha a orelha. Quando chegou a minha vez nem quis levar a camera filmadora, sò a maquina de foto. era meu primeiro contato com o animal e queria sentir a sensaçao sem estar preocupado com foco, enquadramento, etc. Alem disso sabia que iamos voltar no outro dia só para isso. Agora era hora de diversao e contemplaçao.
Cai na agua e dei de cara com um tubarao de 12 metros.

Nao tenho palavra para explicar esta sensaçao. É dú caralho...desculpe a palavra....uma puta sensacao..ops, denovo... nao sei como explicar. Ele nadava graciosamente na minha frente e eu o observava. Ele sabia da minha presença mais nao se incomodava.

Voltei ao barco e fiquei curtindo esta sensaçao. Peguei minha camera e colmecei a filmar novamente. Aproveitei para fazer imagens secas hoje. Ficamos ali mais ou menos 2 horas e alem dos tubaroes avistamos mantas e golfinhos.

De repente avistamos uma lancha da marinha que vinha em alta velocidade. Marvin tentou pedir pelo radio para que eles diminuissem a velocidade mais nao o fizeram. Passaram a milhao dentro da zona dos tubaroes. Eles que deviam dar o exemplo. Os operadores ficaram revoltados. Sao eles que se preocupam com a preservaçao dos animais. Holbox é uma area protegida mais a zona dos tubaroes baleia esta fora desta area. Todos operadores estao unidos para mudar esta condicao e criar um parque de protecao para estes peixes.

Voltamos em seguida e fomos direto para casa de marvin onde sua gentil esposa nos preparava um saboroso almoco mexicano.

Aproveitei a tarde para fazer imagens da ilha e escrever pra vcs. Agora e hora de ir ver o por do sol. Em Holbox, ao contrário do que ocorre nas praias da Riviera Maia, é possivel assistir o pôr-do-sol no mar. Amanha conto como foi. Isso depois de passar mais um dia com os maiores e mais graciosos peixes do planeta. marvin me garantiu que veriamos pelo menos 200. Eu ja nao duvido!!!

continua...

sábado, 25 de agosto de 2007

Sexta e Sábado


Ja estou no mexico, em Holbox. Vou fazer uma recapitulaçao dos ultimos 2 dias. Nao se irritem com a falta de acentuaçao. Ainda nao me achei neste teclaco español. rs

Sexta dia 24 de Agosto de 2007
Virnes fue bien corrido..ups..sorry. Último dia, correria total. Ainda estava aguardando a resposta de um parceiro e no caminho do aeroporto recebi confirmaçao!!! Uhuuu!! Tinha fechado uma parceria com a Sea Sub, uma das empresas de equipamentos de mergulho mais respeitadas no Brasil. Ainda dava tempo de passar la e pegar uns equipamentos que estavam faltando pra a viagem. Constuma-se agradecer no final mas desde ja gostaria de agradecer a Paula, ao Pablo, ao Leandro e a toda equipe Sea Sub por este apoio. Valew!!!
Antes de passar la, vinha a parte mais dificil da viagem, despedir da minha namorada Flavia. Nao foi facil...mas vai passar rapido..como eu te disse, uma parte minha esta ai...viu querida!!!
Passei na Sea Sub, peguei o material e fui pra Scuba Point arrumar o resto da mala. Agradeco tb ao Mauricio, o Khaled e ao Kaio..valew manos. O Lalo e o Daniel eu agradeço aqui..rs ..Estes caras sao ponta firme e me deram a maior força.
Ao sair daí coloquei em pratica uma das maiores virtudes que alguem precisa ter ao buscar um sonho....a paciencia.



Foram 3 horas de transito ate o aeroporto, mais 1 na fila do check in e uma fila kilometrica no embarque. Aí me juntei a turma da Scuba Point que ira passar uma semana em Akumal mergulhando em Cavernas. A regiao de Akumal possui o maior sistema de cavernas do mundo e eles vao ter muito buraco para entrar.
No aeroporto tudo ocorreu bem e embarcamos no horario previsto.



Na viagem a "estrada estava um pouco esburacada" e balancamos um pouco....nao, nao estou ficando louco..foi so uma piada. Pegamos muita turbulencia e a viagem foi um pouco mexida. Apesar disso dormi como um anjo.

Sábado, 25 de agosto de 2007
Chegamos a cidade do Mexico pela manha. 3 pessoas do grupo ja se embananaram com o idioma logo de principio. Foram tomar um lanche e pediram um milk shake. A atendente nao entendeu e eles tentaram explicar. Levou se um bom tempo ate ela entender que eles queriam ªLeche Mejidoª...rs...brinadeiras a parte embarcamos para Cancun.
Logo na decolagem uma cena surpreendente chamou a atnecao na janela. A imagem do vulcao Popocatépetl. Este vulcao, que ainda esta ativo, fica a 55 kilometros da capital mexicana e ficamos impressionados com sua beleza.


Chegamos em Cancun 2 horas depois. Desta vez a "estrada estava melhor". Aqui me despedi do grupo. Reencontro com eles em Cozumel. Agora parto sozinho para a minha aventura. O senhor Francisco da Budget estava me esperando. Peguei o carro que havia reservado e parti para a zona arqueologica de Chitzen Itza. Foram cerca de 250 kilometros em uma estrada muito boa. Cheguei em Chitzen as 14:00 hs. Esta foi a mais famosa Cidade Templo Maia e funcionou . desta civilizaçao.


As várias estruturas como a imponente pirâmide de Kukulkan, o Templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas, e o Campo de Jogos dos Prisioneiros – podem ainda hoje ser admiradas e são demonstrativas de um extraordinário compromisso para com a composição e espaço arquitetónico. A pirâmide foi o último e, sem qualquer dúvida, o mais grandioso de todos os templos da civilização maia. O nome Chichén-Itzá tem raiz maia e significa "na beirada do poço do povo Itza". Estima-se que Chichén-Itzá foi fundada por volta dos anos 435 e 455. Recentemente este parque foi escolhido como uma das novas sete maravilhas do mundo e por isso nao pude nem subir um degrau da piramide. Um guia local me contou que a piramide de Kukulkan tem 365 degraus, uma para cada dia do ano. tenho certeza que subiria em alguns minutos.


Apos receber uma aula de historia Maia peguei estrada de novo e tracei minha rota para Holbox, ilha onde no proximo dia começaria os meus mergulhos com Tubaroes Baleia. No caminho varias cidades pequenas mostram uma outra cara de Mexico, bem diferente da zona hotelera de Cancun.


Tracava a rota no carro, com ajuda do mapa e do computador e seguia pelas estradas dos estados de yucatan e quintana roo.

Outra coisa que me achou atencao foram as gigantescas aranhas que cruzavam a pista. Eram Caranguejeiras de responsa e passavam despreocupadas pelo asfalto. Nao sabiam do risco que corriam. contei mais de 30 em um percurso de 100 km.


Cheguei em holbox as 19:30. Fui recebido pelo Marvin, dono da marvin tours que me hospedou em sua casa e que me levara amanha para mergulhar. Nao vejo a hora.
Bom, sao 10:53 da noite aqui em Hobox e depois de uma dia desse eu mereco descansar. Amanha as 8:00 saimos para encontrar os maiores peixes do oceano. Ja tava na hora de mergulhar!!!!

sexta-feira, 24 de agosto de 2007


PROJETO 80 MERGULHOS - ETAPA MÉXICO

Um sonho....
Hoje começa uma a primeira etapa de uma grande Aventura. Com data pra começar, e sem data para terminar, este projeto pretende visitar verdadeiros paraísos em busca de um grande Sonho. Todos nós temos metas e objetivos, e apesar das dificuldades impostas pela vida merecemos alcançá-los. Como seres humanos temos todos os recursos necessários para superar obstáculos e fazer a diferença.
Este projeto é uma viagem em busca de um sonho, não apenas o de uma pessoa, pode ser o sonho de todos; pois também será uma viagem ao interior de cada um.

Todos poderão vivenciá-la intensamente.

A Aventura...
Nesta primeira etapa eu percorrerei o México durante um mês com os seguintes objetivos: mergulhar nos mais diversos ambientes, filmar cenas inéditas, fotografar, fazer novos amigos e estabelecer um contato íntimo com a natureza. Sem patrocínio e com um baixo orçamento esta viagem não será fácil. Mas tudo é valido quando saímos em busca de um sonho.
Nesta aventura pretendo passar por vários pontos da Península de Yucatan, banhada pelas águas azul turqueza do Mar do Caribe e seguirá para o inigualável Mar de Cortez, descrito por Jacques Costeau como “O Aquário do Mundo”.
Acompanhe de perto esta viagem aqui e sinta também a emoção de explorar as riquezas naturais deste belo País.

Nos vemos embaixo d'água....

Continua....

VISITE
www.diveadventures.com.br/80.htm
www.diveadventures.blogspot.com

APOIO
SCUPA POINT
ADVENTURE TRAVEL
REVISTA MERGULHO
SEA SUB
MARVIN TOURS
CLUB CANTAMAR
BALAMKU INN
HAPPY LIFE MARKETING ESPORTIVO

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Uma viagem em busca de um sonho

Esta é a história de uma louca viagem em busca do sonho de mergulhar e trabalhar no Caribe. Sempre quis escrever sobre esta experiência e vou ter um dia esta e outras vivências publicadas no meu livro. Espero que gostem. Boa leitura.

Arraial do Cabo
No verão de 1999/2000 estava trabalhando em Arraial do Cabo, cidade famosa por suas águas claras e cheias de vida. Em Arraial ocorre um fenômeno conhecido como Ressurgência , caracterizado pelo afloramento de águas profundas,
frias e ricas em nutrientes, proveniente do atlântico sul. Estes nutrientes atraem muitas espécies de peixes deixando o lugar extremamente interessante para o mergulho. Minha meta nesta época era juntar dinheiro para viajar para o Caribe após a temporada. Desde que havia me formado como instrutor de mergulho em 1997 vivia exclusivamente desta atividade. Viajei muito, conheci muita gente e lugares maravilhosos. Entretanto neste país o trabalho era muito sazonal e o retorno financeiro deixava muito a desejar. Passei muitos apertos e por isso pensava em ir pra fora, continuar vivendo do mergulho e também ganhar algum dinheiro. Sonhava com as águas claras do Caribe e com a idéia de mergulhar com Tubarões. Não podia desistir deste sonho.
Neste verão trabalhei como um condenado...a única diferença era a minha paixão pelo trabalho. Chegava a ter duas turmas de 8 alunos por dia....uma correria, meus amigos de Arraial podem falar mais sobre isso...quem passar por lá pergunte ao Ricardo da Mr. Diver. Já em meados de fevereiro, já com o ritmo reduzido, comecei a mandar e-mails para todas as ilhas do Caribe. Minha estratégia era enviar meu currículo para todas as operadoras no Caribe que estavam na lista de Padi Dive Centers. A estratégia funcionou e já na primeira semana havia fechado com a Scubacaribe, uma grande empresa que opera na Republica Dominicana, México, Costa Rica, Jamaica e Cabo Verde. Meu destino seria Punta Cana, um grande complexo hoteleiro situado na costa leste da Republica Dominicana. Já tinha tudo acertado, só precisava chegar até lá. Decidi viajar um pouco antes da Semana Santa, logo no começo de março. Após este longo verão verifiquei minhas economias e tinha no total 840 dólares.
Feliz da vida, e muito sem noção, fui até uma agencia de turismo pesquisar preços de passagens aéreas para lá e foi quando tive a minha primeira surpesa, a passagem mais barata para Republica Dominicana custava 1200 dólares. Sem outra alternativa resolvi chegar até lá por terra. Sempre fui otimista e dificilmente desistia de algo. Uma mistura de coragem, determinação e teimosia. Meu plano era ir ate Manaus e de lá cruzar o estado de Romaima, a Venezuela e chegar até Caracas. Ali pegaria um avião até a Republica Dominicana. Não tinha a mínima idéia do preço desta passagem aérea mas calculei que seria bem mais barato. Puro chute. De ônibus gastaria muito menos pra chegar ate lá e isto tornaria a viagem viável.
Após pesquisar sobre viagem de ônibus e barco até Manaus tomei ciência que nesta época, devido as chuvas constantes ônibus podem ficar parados por mais de 2 semanas em atoleiros. Apesar de ser uma grande aventura achei que isso era um pouco demais. Além disso precisava chegar em Punta Cana o quanto antes.Comprei uma passagem de avião pra Manaus em uma promoção da antiga VASP que me custou 600 reais. La se foram uns 300U$. Preparei as malas e numa terça feira, véspera da Semana Santa parti para esta aventura. È impressionante o que uma pessoa pode fazer por um sonho. Não tinha a mínima noção como seria a viagem, nunca havia passado por estes lugares e muito menos visitado a Venezuela. Fui na cara e na coragem...e com muita fé!

Manaus
O avião aterrissou em Manaus por volta das 4 da tarde sob uma leve chuva e peguei um táxi direto pra rodoviária. Para economizar noites em Hotéis e Pousadas e ganhar tempo pretendia passar a noite viajando, dentro dos ônibus, que neste caso viraram “Hotéis ambulantes”. Comprei a passagem para o próximo ônibus para Boa Vista, capital do estado de Roraima, que partiria por volta das 21:00 hs. Neste meio tempo aproveitei para conhecer um pouco a cidade e tomar uma vacina para febre amarela, que era oferecida gratuitamente na rodoviária. Fiz o “check-in” no ônibus e fui direto para o meu aposento, na poltrona 21. A viagem foi “tranqüila”, fomos parados pela Policia Federal, que procurava algum bandido que provavelmente havia fugido por aquelas bandas. Passamos por uma reserva indígena e algumas balsas que cruzavam os grandes rios daquela região, como o Rio Negro. Dormi muito bem e acordei bem cedo pra curtir a paisagem. A floresta Amazônica é de uma majestosidade sem igual. Ali, no meio daquele verde, esquecemos dos grandes edifícios, do trânsito e da vida agitada das grandes cidades. A paz toma conta do lugar e somos preenchidos por aquela sensação de conexão com a nossa essência. Somos o produto da interação com o meio ambiente que acontece há milhões de anos. Fazemos parte da natureza e no dia a dia da cidade muitos esquecem desta conexão e se sentem como seres a parte deste processo. Acredito que só resolveremos nossos grandes problemas quando nos colocarmos de volta como seres pertencentes a natureza, e não a parte da mesma. “Viajando na maionese” e já com os pensamentos distantes chegamos a Boa Vista no meio da manhã.

Boa Vista
Já era sexta feira santa e a rodoviária estava quase fechada. Precisava chegar a Venezuela e neste dia minha única opção era chegar até Santa Helena de Uarén, a primeira cidade depois da fronteira da Venezuela. Haviam poucos ônibus e todos estavam lotados. Por sorte abriram um ônibus extra e lá estava eu novamente, curtirdo a viagem de ônibus mais tranqüila desta aventura. Apenas 3 horas separavam Boa Vista de Santa Helena. A viagem foi tranqüila e a paisagem era única. Uma mata densa, com poucos vestígios de civilização. O relevo nesta altura da viagem também era diferente. Já haviam montanhas ao redor. Estávamos próximo do pico mais alto do Brasil, O pico da Neblina. Me sentia no fim do mundo, viajando por um lugar quase intocado. Próximo a fronteira a mata é substituída aos poucos por pequenas casas e um pouco antes de entrar na Venezuela uma espécie de “25 de março” na beira da rodovia dá um novo toque ao lugar. Desci do ônibus e fui passar pela imigração. Um senhor fardado nada carismático fazia os trâmites. Sem problemas e com o passaporte carimbado cheguei a Santa Helena de Uarém.

Santa Helena de Uarém
Nesta altura já havia gastado cerca de 120 dólares e me restavam apenas 430 para terminar a viagem. Por não conhecer a região e com um certo receio de poder ser assaltado viajava com a maior parte do dinheiro dentro do tênis, entre a sola e a palmilha. Sempre que precisava pegava uns 10 dólares e deixava no bolso.Comia lanches e refeições quando dava e não comprava nenhuma lembrança ou souvenir. Meu objetivo era chegar em Punta Cana e não podia perder o foco. Ao descer do ônibus em Santa Helena, uma cidade bem aconchegante e com uma paisagem muito deslumbrante, tive várias surpresas. A primeira é que não havia rodoviária. As passagens eram vendidas por uma senhora que estava dentro de uma edícula apenas com uma mesa e um bloco de papel de duas vias. Segundo a senhora, não haviam ônibus partindo neste dia. Era feriado e ninguém trabalhava. Pelo jeito ninguém viajava também. Ela disse com uma certa insegurança que havia apenas uma opção, a “Línea Orinoco” que seguiria para Ciudad Bolívar, uma importante cidade da Venezuela que ficava bem no meio do caminho. Não entendi muito bem o porque da insegurança e porque esta não seria uma boa opção. Uma mulher venezuelana que estava ao meu lado não pensava da mesma forma. Ao escutar esta opção exclamou: “En Línea Orinoco yo no voy..espero hasta mañana.” Eu, meio assustado, pensei: “o que pode ser tão ruim?”. Sem muita escolha comprei a passagem, ou melhor, um pedaço de papel que não continha horário, poltrona, nenhuma garantia de que este ônibus partiria ou pior, se ele existia. Eram aproximadamente 17:00 hs quando sentei para esperar o misterioso ônibus que partiria as 20:00 hs. Fiquei só pensando e namorando um ônibus que estava encostado num terreno logo a minha frente. O Ônibus bem ajeitadinho tinha pintado em sua lateral a marca “Caribe tour” e isto me agradava profundamente. Estava chegando perto. Pensei, este deve ser o meu “hotel ambulante” que me ajudará a completar mais uma fase desta viagem. Já havia passados 10 minutos depois da hora de saída e nada do tal ônibus. Comecei a ficar preocupado e continuava olhando para o ônibus da “caribe tour” que com certeza a qualquer momento deveria ser manobrado para podermos embarcar, no meu caso, fazer o “check-in”. De repente, uma espécie de marionete chega e para bem na minha frente, cobrindo a visão do ônibus da “caribe tour”. O nome Orinoco estampado na lateral não deixava dúvidas de que este era o meu ônibus. Uma anarquia se instalou. Muitos entravam no ônibus com as bagagens pois como não haviam poltronas marcadas e era preciso garantir o melhor lugar. Na verdade, garantir algum lugar. Tive que por as duas grandes malas que carregava ( uma mochila cargueira com meus pertences e outra bolsa com os equipamentos de mergulho) no porta malas e quando subi só havia uma única poltrona na frente, logo atrás do motorista. As poltronas não eram reclináveis e no espaço que serve para colocar os pés havia a mala de alguém. Fui reclamar com o motorista que disse q a mala era dele e que não podia fazer nada. Se quisesse teria que viajar assim. “Em um lugar onde a demanda é intensamente mais alta do que a oferta a qualidade do serviço não podia ser melhor.” Sentei ali mesmo. Antes de sair o motorista ligou o som “ambiente” e colocou Mergengue, música típica caribenha. A mulher dele, por sinal a senhora que havia me vendido as “passagens” sentava bem em cima da tampa do motor frontal, bem ao lado dele e virada para os passageiros . Ela estava um pouco fora de forma e tinha q manter o zíper da calça aberto para poder ficar com um certo conforto. Uma visão de amargar. O Merengue começou com força total. Pensei, que legal..este som típico vai enriquecer a viagem e deixar ela ainda mais caribenha. Logo logo eles desligam pra gente dormir. Depois de cerca de uma hora de viagem fomos parados pelo Exercito venezuelano que pediu gentilmente que descêssemos do ônibus. Tivemos que pegar nossas bolsas e “um por um” revistaram tudo. Estavam procurando por alimentos, especialmente frios, que são levados ilegalmente até as grandes cidades sem nenhum cuidado em relação a conservação. Muitos chegam estragados. Segundo o oficial, algumas fatalidades haviam ocorrido devido a ingestão dos frios contaminados. Percebi que estávamos transportando nos bagageiros um tipo de lingüiça. E pior, quem fazia isso era o próprio motorista. Depois de muita discussão do lado de fora o motorista voltou e deu partida. Não deu outra ..eles levaram tudo e nos mandaram seguir viagem. O merengue recomeçou. O som estava bem mais alto. Pensei de novo: logo logo eles desligam. Uma, duas, 3 horas e nada. Não desligaram a P... da musica durante a viagem toda. Como se não bastasse o pneu furou e perdemos algumas horas parado devido a falta de um estepe e ferramentas adequadas. Por sorte, é... nesta altura ainda tínhamos alguma, paramos próximo a um posto de serviço e conseguiram arrumar o pneu.Só não sei como. O ônibus viajava por dentro do “Parque Nacional de Canaima”, conhecido por possuir dentro de seu limite a maior queda de água do mundo, o Salto Angel. A estrada estava lotada de mochileiros e muitos paravam o ônibus para voltar à cidade. Como um pinga-pinga, o ônibus chegou na manhã seguinte ao nosso destino tão cheio quanto um circular na hora do rush em São Paulo. E o merengue tocando com força total.

Ciudad Bolivar
Estava quebrado e já não agüentava mais merengue. Pelo menos havia uma rodoviária na cidade. Bom, só a estrutura física pois todos os guichês estavam fechados. Era feriado e descobri que na Venezuela nem rodoviária funciona no feriado. Não havia nenhum guichê aberto e após pesquisar por todos os lados, e quase desistir, fui abordado por um vendedor ambulante que dizia ter passagens para Caracas as 21:00 hs. Traumatizado pela experiência da noite anterior e ciente da minha situação aceitei a proposta. Pelo menos desta vez havia um bilhete com o nome de uma empresa, horário e poltrona. Tinha o dia inteiro pra conhecer Ciudad Bolívar e estava um bagaço. Negociei com uma pousada ao lado da rodoviária só para deixar as mochilas, dormir um pouco e tomar um banho. Após chegar num preço justo, deixei meus penternces la e peguei uma “Guágua’, microônibus colorido que serve de transporte coletivo. Ao entrar no microônibus percebi que o costume de escutar merengue em alto volume não era só do motorista da Línea Orinoco. Este era um costume comum dos venezuelanos. Fui conhecer a bela vista do Rio Orinoco, o principal rio da Venezuela e um dos mais importantes da América do sul. Após um breve almoço e alguma caminhada voltei para a pousada e dormi profundamente. Acordei um pouco antes da hora de partir para a penúltima etapa da viagem. Esta longa ciesta foi revigorante e já estava preparado psicologicamente para mais uma noite de “perrengue com merengue”.
Na fila do ônibus a surpresa, era um ônibus “bom”, normalzinho, .bem confortável e sem merengue. Quase chorei de alegria. Deixei minha bagagem embaixo e subi no ônibus apenas com a bermuda, uma camiseta, minha pochete e um livro. A noite estava bem quente e não precisaria me preocupar com o frio. Mero engano. Uma horas depois estava batendo os queixos. O ar condicionado devia estar ajustado para 0 graus. Não tinha nada para cobrir e não tinha como pegar uma blusa. Foi uma gélida noite até Caracas.

Caracas
Cheguei logo pela manha e peguei um táxi, um carrão estilo landau, direto para o Aeroporto Internacional de Caracas, onde embarcaria para a última etapa da viagem. Tinha em mãos apenas 290 dólares que haviam sobrado. O suficiente para chegar na Republica Dominicana. Bom, mais ou menos. Ao chegar ao guichê da empresa Aeropostal fui surpreendido por tarifas mais caras devido ao feriado. Cada passagem para Santo Domingocustava 360 dólares. Em um segundo já havia visualizado minhas duas próximas noites no aeroporto esperando o feriado passar e o preço voltar para 250 dólares, que era o normal. Viu, meus cálculos estavam certos. Minha intuição raramente erra. Só não contei com o detalhe do feriado.
Conversei com o atendente e acho que ele ficou comovido com a situação. Tinha um avião que partiria em 2 horas e ainda não estava lotado. Conversou com seu gerente e consegui a passagem pelo preço normal. Ufa!!! Neste momento tirei meu tênis, coloquei em cima do balcão e tirei o dinheiro de debaixo da palmilha. Estava super nervoso e nem pensei, queria ter as passagens na mão. Nem me liguei na cena ridícula que estava protagonizando. Tenho certeza que se o atendente tivesse luvas de borracha ele usaria para pegar o dinheiro. Paguei, peguei meu “troféu” e me restaram apenas 40 dólares. Pensei: “opa, ainda tenho uma graninha pra qualquer emergência”. Logo no embarque fui surpreendido pelas famosas taxas, que não estavam inclusas na passagem.Queriam me cobrar duas taxas, uma custava 30 e outra 25 dólares. Entrei em pânico. Ao olhar o meu visto a atendente me disse que só tinha que pagar uma, a de 30 dólares pois estava na Venezuela por apenas 2 dias. Final das contas, sobraram 10 dolares. Fiz uma ligação para a Republica Dominicana avisando que estava chegando em 4 horas que me custaram 3 dólares e comi um lanche com uma coca cola que me custou mais 6. Fazendo a difícil conta matemática terminei com apenas 1 dólar no bolso. Agora, nada mais podia dar errado.
O vôo foi tranqüilo. Sobrevoamos o mar do caribe e fizemos uma breve escala em Curaçao. No Aeroporto de Curaçao pude ler os dizeres “Bonbini”.que significa “ Seja Bem Vindo” em Papiamento, uma espécie de dialeto Caribenho. A sensação de missão cumprida já estava tomando conta. Comecei a delirar e a rir sozinho. O azul turqueza do mar do caribe me hipnotizava e cheio de emoção cheguei a Santo Domingo, capital da Republica Dominicana. Era um sonho que estava se realizando.

Enfim a Republica Dominicana
Agora só precisava chegar em Punta Cana, que ficava a 3 horas da capital e me apresentar para o trabalho. Tinha apenas 1 dólar no bolso e não conhecia uma alma naquele lugar. Estava confiando totalmente na pessoa da Scubacaribe que havia me contratado. Ao desembarcar fui recebido por um simpático motorista, que segurava uma placa com o meu nome. Me senti super importante. Entrei numa van, só para mim, e durante o percurso tive uma aula sobre a Republica Dominicana e pude comprovar pessoalmente a hospitalidade do humilde povo deste País. A República Dominicana foi o primeiro território americano a ser descoberto por Cristóvão Colombo. Existem diferenças em termos de classe social e educação, que os separam em grupos diversos, e a diferença entre os ricos e os pobres é grande. O estilo musical do país é o merengue, que a esta altura já não me encomodava mais, e a lingua é um dialeto espanhol descrito como mocha'o.
Chegando a Punta Cana, fui recebido pelo Juan, que me mostrou o meu quarto. Este era de verdade Um puta apê (me desculpe a expressão) que iria dividir com outro instrutor. O condomínio tinha piscina e área para ginástica. Não podia ser melhor. Saímos pra comer um lanche, a convite dele, pois eu ainda só tinha o meu único último dólar. Fui para o quarto e na cama que parecia ser a melhor cama do mundo tentei assimilar a experiência que vivi nos últimos 5 dias. Relembrei todo o trajeto, todos os perrengues e como as dificuldades foram sendo superadas. Havia conquistado meu objetivo e a partir daí outros sonhos iriam surgir. Apaguei com esta sensação de vitória e de missão cumprida. Após uma longa noite de sono fui conhecer o meu novo lugar de trabalho. O primeiro mergulho foi sensacional, águas claras e quentes, muitos corais, peixes que só tinha visto nas revistas de mergulho...tudo era novidade. Após duas semana já havia comprado uma moto, já era coordenador de uma base da Scubacaribe dentro de um resort all-inclusive, tripliquei as vendas de cursos....bom, daqui pra frente é uma outra história!!!!